quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O PORTAL Por Rômulo Soares Albuquerque

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O PORTAL

Por Rômulo Soares Albuquerque

Sem respostas continuo a olhar-te

O brilho de teus olhos reflete tua alma inquieta

Cheios de magia, sonhos e a utopia de uma pseudo realidade.

O relógio caminha lentamente; continuo a olhar-te em silêncio

Imagino-me aproximando-me de ti

Acariciando seu rosto rubro; beijando-a suavemente

Tudo tão simples, meigo, puro e verdadeiro

Assim, lembro dos sonhos pueris de outrora

Hoje, esquecidos em um homem maduro

Sabendo que ao seu lado tudo posso encontrar, menos felicidade

Encontros e desencontros entre mundos antagônicos e opostos

Só trar-nos-ia muita decepção

Nada está certo; muito menos errado

Cabe-nos viver aceitando a inexistência de algo verdadeiro e real

Somos intensos, insanos e iguais.

Sem tristezas ou nostalgias aceito as regras do portal

Sem cobranças, sem sonhos, sem finais felizes.

Um dia a cobiça fez-me a cabeça, confesso

Sentir-me desejado, quisto, amado, fora por anos mais que sonho; objetivos

Hoje tudo me é indiferente

A sedução e o magnetismo tornaram-se armas

Usando-as paulatinamente, sempre em autodefesa

Tudo é previsível e monótono

Perdeu a graça ou, quando a hora dessa chegara

Percebi a inexistência de um palhaço em mim

Em meu querer não estão paixões nem desejos,

Muito menos você

                        Por Rômulo Soares Albuquerque

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